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O Grupo de Pesquisa Mayombe: Literatura, História e Sociedade, vinculado à Universidade de Brasília e ao CNPQ apresenta, a partir do dia 20 de novembro, uma série de Webnários que versarão sobre literaturas, raça,epistemologia, história, sociedade, gêneros, entre outros temas que visam provocar reflexões a respeito dos povos afrodiaspóricos, africanos e de suas respectivas formas de expressão e cultura.

Os WEBNÁRIOS COM CIÊNCIA NEGRA acontecem todo dia 20 de cada mês, com o objetivo de lembrar que devemos celebrar a vida da população afro-brasileira, africana e afrodiaspóricas todos os meses e todos os dias, a fim de contribuirmos para desnaturalizar o racismo estrutural.

Todos os webnários serão transmitidos ao vivo pelo canal do Grupo Mayombe no Youtube, o canal "Com ciência negra" e ficarão armazenados no mesmo canal para consultas posteriores. Inscreva-se em nosso canal para ser notificado sobre as novas palestras.

Emitiremos declaração de participação de 08 horas.


Mesa 1 - Por uma Educação Libertadora Antirracista 

Neste vídeo, as professoras Adelaide Paula (SEDF), e Norma Diana Hamilton (UnB) conscientizam a população da necessidade de um espaço e ensino libertador e antirracista. Discutem o seguinte: a escola é um microcosmo da sociedade e, dessa forma, carrega em si as contradições e desafios dela.

Entre tantos desafios, a luta antirracista, por meio de políticas públicas, talvez seja o enfrentamento mais urgente a ser implementado. Uma luta que se insurge contra todo tipo de preconceito. Mas, sobretudo, contra o racismo, que comumente é confundido com o bullying, e expulsa das classes escolares milhares de crianças e jovens negros. Reconhecer o racismo e colocá-lo no centro do debate escolar é o dever de casa que não pode ser esquecido pela escola e profissionais da Educação.


Mesa II - Por novas representações antirracistas -

Neste vídeo, a Profa. Dra. Rosa Alda analisa o romance Luanda, Beira, Bahia de Adonias Filho, buscando observar na construção de um projeto de nação miscigenada, a figuração de uma África exótica.

Por sua vez, o Prof. Ms. Anderson França discute pontos-chave sobre o livro racismo estrutural, de Silvio Almeida. Ele diz que o racismo faz parte da organização econômica e política da sociedade e é o tema central. Afirma que o Estado classifica e divide as pessoas em classes e grupos, onde elas não são iguais perante o Estado.


Mesa III - Escritas de afeto e cura: a escuridão brilhará com a certeza da vitória

Neste vídeo, a Profa. Ms. e Escritora Cristiane Sobral discute o tema: escritas de afeto e cura: a escuridão brilhará com a certeza da vitória.  

Por sua vez, a Profa. Ms. Regilane Maceno retoma as discussões do estudioso e crítico literário Raymond Williams, na obra “Tragédia Moderna” (2002) para analisar o conto “A menina de futuro torcido”, de Mia Couto direcionando o olhar para o trágico na literatura pós-colonial, moçambicana.


Mesa IV - Falas de afeto, a população negra e a tradução de si

Keila Meireles dos Santos (UFU) pensa o amor como política de autodefinição das adolescentes negras; reflete o lugar de fala, o ponto de vista das mulheres negras que experienciam, assimilam, escrevem, discursam acerca das nossas condições de vida; problematiza as múltiplas formas as quais experienciamos o amor: no seio familiar, nas comunidades escolares, de vizinhança, do trabalho - por exemplo e, sobretudo, nas parcerias afetivo-sexuais como o namoro, a prática do ficar e o casamento. Além disso, pontua os reflexos, prejuízos sociorraciais das imagens de controle fragilizantes que, de maneira incisiva, interferem no poder de autodefinição, autovalorização e autonomia das mulheres negras já na adolescência.

No mesmo vídeo, a pesquisadora Valéria Lima (UFG) discute como podemos pensar a experiência afrodiaspórica como ato de tradução, conjugando processos de reexistência e memória dos povos africanos no Brasil. Ela afirma que estes processos constituem-se em matrizes epistemológicas do pensamento afro-brasileiro, o qual, rompendo dinâmicas de silenciamento históricas, incorpora saberes múltiplos, desloca o lugar das pessoas negras como objeto e as torna sujeitos de suas próprias narrativas. Diz que, aqssim, não apenas a experiência afrodiaspórica traduziu diferentes Áfricas em contextos brasileiros, como também fundamentou o pensamento antirracista, tendo como base epistemes ancestrais.
 
Por sua vez, a professora Norma Diana Hamilton (UNB) reflete sobre a forma pela qual é afetado o processo de crescimento da população infanto-juvenil em sociedades patriarcais racistas. Ela afirma que a tradição literária feminina negra, que se desenvolve a partir dos 1970 nos EUA e também no Brasil tem sido fundamental para a visibilização – por meio da ficcionalização de experienciais reais - dos abusos físico e psicoemocional que sofrem crianças e jovens negras sem amparo em seus contextos sociais opressores. As reflexões da professora se alicerçam nas teorias sociais de intelectuais negras como Kimberlé Crenshaw, Patricia Hill-Collins, Bell Hooks, Grada Kilomba, Sueli Carneiro, Lélia Gonzalez, Djamila Ribeiro, dentre outras/os.

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