Adelaide de Paula Santos

Mobirise

"O racismo nas situações discursivas escolares e o silenciamento e exclusão da criança negra nos primeiros anos de escolarização."
O escritor Olavo Bilac, em seu poema “Língua Portuguesa”, exalta a língua materna em que inscreve seus poemas no cânone universal. Em um dos seus versos, destaca dois aspectos inerentes dessa língua: ser “esplendor e sepultura”. Uma leitura possível dessa construção poética diria, que o esplendor de uma língua é necessariamente a sepultura de muitas outras. Não apenas sepultura, mas perpetuação semântica de ideias e conceitos utilizados para desprezar, silenciar e até mesmo aniquilar discursos. Tal concepção está presente na Língua Portuguesa, pois, mesmo que tenha nascido “inculta” e na “ganga impura”, ou seja, tenha vindo dos falantes mais simples, tornou-se instrumento da colonização, sendo utilizada para estabelecer hierarquia entre o colonizador e o/a africano/a escravizado/a. Muitas palavras inseridas no vocabulário da nossa língua têm o corpo negro como referencial daquilo que é ruim. Nesse sentido a língua seria a primeira manifestação do racismo estrutural. O racismo é uma construção discursiva e não biológica. Tal afirmação desloca a nossa atenção do corpo para o discurso, que constrói o corpo negro como uma diferença repulsiva. É dessa perspectiva que este ensaio analisa situações discursivas escolares, cujo enfoque, potencialmente racista, pode silenciar ou mesmo excluir crianças negras no processo inicial da sua formação acadêmica. Neste trabalho, o recorte estará voltado, sobretudo, para três aspectos: 1º) a triangulação discursiva como perpetuadora do racismo na estrutura escolar; 2º) as abordagens discursivas racistas feitas sobre o corpo da criança negra e 3º) a ausência ou inadequação de representatividade da criança negra na literatura canônica/curricular.

Possui mestrado em Literatura pela Universidade de Brasília (2003). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em TEORIA DA LITERATURA. É autora dos livros de Literatura Infantil: "Depois do arco-íris tinha uma escola", lançado em 2018 na Bienal Internacional do livro de São Paulo e "As aventuras de Bonitona e a vida secreta dos bichos" lançado em 2019 na FLIP (Festa Literária de Paraty/RJ) 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/5787058521201076

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